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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

 

MARIA SANTÍSSIMA A ARCA DA ALIANÇA



        Diácono Paulo Gabriel Batista de Melo
           Capelania Nossa Senhora do Loreto
            Ordinariado Militar do Brasil – Parnamirim (RN)

 

Creio seja salutar começar este artigo citando Saint-Exupéry, “as sementes são invisíveis. Elas dormem no segredo da terra até que uma delas cisma de despertar”. A Mãe do Redentor, Maria Santíssima era a virgem do silêncio, que como as sementes iria florescer e se tornar a mais bela das santas de Deus, como uma semente no silêncio, as vezes até do Evangelho, ela hoje brilha como a lua, que reflete o sol pelo brilho de seu filho, como é também chamado Jesus na teologia.

Poucos católicos estudam Mariologia com o amor que deveria, e deixam de conhecer a grande pérola que Deus nos apresentou, sua Mãe, e ainda citando Exupéry, “é o tempo que você perdeu com a rosa que a tornou tão importante”, conhecer a Torre de Davi, a nova Arca da Aliança que carregou o próprio Deus é conhecer Jesus, que a escolheu por Mãe, por sua vontade.

Não foi por lapso da Igreja, mas por talvez preguiça nossa que deixamos de conhecer a Mãe do Salvador, a Igreja Católica através de papas e concílios proclamaram quatro dogmas marianos, “a Maternidade Divina, a Virgindade Perpétua, o Dogma da Imaculada Conceição e o da Assunção de Maria Santíssima”, pois como disse o Evangelista São Mateus “a origem de Jesus, o Cristo, foi assim: Maria sua Mãe” Cf Mt 1, 18, obviamente porque assim quis Deus e não O podemos contestar, não há dignidade em nós para isso.

Com sua poderosa intercessão apresentada nas expressões joaninas “Filho eles não tem mais vinho” e “façam tudo o que Ele mandar”, vimos que ela é o canal seguro para se chegar a Deus, não é uma devoção infantil, mas uma escolha de um caminhar seguro. As vezes penso que os pobres são mais sábios que os doutores, pois São Luís Maria Grinion de Montfort ao escrever o Tratado da Verdadeira Devoção a Nossa Senhora afirma no parágrafo & 26 que “os pobres e os simples que, tendo maior boa vontade e mais fé, que o comum dos sábios, creem mais simplesmente e com mais mérito”, motivo pelo qual creio que mais douto seja quem mais ama a Mãe do Salvador.

            O Santo Padre Paulo VI em sua Carta Encíclica ‘Mense Maio’ nos disse que “Maria é o caminho que nos leva a Cristo”, e assim como os Concílios e os santos doutores da Igreja a devoção maria é a linha comum entre todos eles, quando o Santo Padre assim a redigiu estava ocorrendo o Concílio Vaticano II.

            Um grande Santo e Doutor da Igreja, Santo Agostinho, assim se expressou “não sendo o mundo digno de receber o Filho de Deus diretamente das mãos do Pai, este o deu a Maria, para que os homens O recebessem por ela”. Assim disse São Montefort.  

            Bem disse o filósofo Epiteto que “se, então, você almeja coisas grandes, lembre-se de que não deve tentar agarrá-las com um mínimo de esforço”. Assim sendo a Igreja nos dá com largueza de literatura um grande amor mariano, não podemos dizer que há pouca informação depois de toda História da Igreja, rememoro, novamente Epiteto “é a ação de alguém mal instruído culpar os outros por sua própria má condição”, somos nós que devemos estudar os santos, os documentos da Igreja, buscar na teologia o conhecimento que aumenta a nossa fé.

            Encontramos nos documentos pontifícios da Idade Média dois santos de grande veneração a Nossa Senhora, São Gregório e Santo Agostinho, e o documento diz que “São Gregório é para a moral e a edificação das almas aquilo que Santo Agostinho de Hipona foi para o Dogma”. Logo, devemos buscar nestes santos e na Igreja o caminho de santidade que sempre aflorou na Mãe do Redentor.

SALVE MARIA!

 

REFERÊNCIAS

CARVALHO, César e Carvalho, Mara. Consagra-te: As Bem aventuranças e o Tratado da Verdadeira Devoção. Natal: Mater Dei, 2012.

 

DOCUMENTOS PONTIFÍCIOS: Idade Média. Rio de Janeiro: Ed. CDB, 2024.

 

EPITETO. O manual de Epiteto e uma seleção de discursos. Jandira, SP: Principis, 2021.

 

PAULO VI, Papa. Carta Encíclica Mense Maio. Vaticano: Libreria Editrice Vaticana, 29 abr. 1965. Disponível em: https://www.vatican.va/content/paul-vi/pt/encyclicals/documents/hf_p-vi_enc_29041965_mense-maio.html. Acesso em 23 setembro de 2023.

 

SAINT-EXUPÉRY, Antoine de. O Pequeno Príncipe. 48. ed. Rio de Janeiro: Agir, 2009.

 

Bíblia católica. Disponível em https://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/i-timoteo/4/

 

 

 

 

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